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UMA MUPPET COM AUTISMO VAI ESTREAR NA VILA SÉSAMO


Os personagens do programa de tevê infantil Vila Sésamo têm uma maneira de fazer com que todos se sintam aceitos. Mas isso certamente vale para Julia, uma jovem muppet com cabelo ruivo vibrante, olhos verdes radiantes — e autismo. Em vez de ser tratada como uma estranha, que muitas vezes é o caso de crianças nestas condições, Julia é aceita e é uma integrante do grupo. Em uma cena sendo gravada para ser exibida na próxima temporada, esses amiguinhos muppets foram desafiados a identificar objetos com formato quadrado, circular ou triangular. “Você tem sorte”, afirma um dos personagens. “Você tem a Julia em sua equipe, e ela é muito boa em encontrar objetos com formas diferentes! ”.

 Por mais de um ano, Julia existia em ilustrações impressas e digitais como apelo central de uma iniciativa multifacetada elaborada pela ONG Sesame Workshop intitulada “Vila Sésamo e o autismo: veja o lado incrível de todas as crianças. A meta é promover uma melhor compreensão do que o grupo de defesa Autism Speaks (Autismo Fala) descreve como “uma série de condições caracterizadas por desafios com habilidades sociais, comportamentos repetitivos, comunicação verbal e não verbal, bem como por pontos fortes e diferenças singulares”.

Julia estreia na tevê na Vila Sésamo em um episódio que vai ao ar em 10 de abril tanto na PBS (Serviço Público de Transmissão dos EUA) como no HBO, canal de televisão por assinatura. Outros vídeos com a Julia estarão disponíveis on-line. Vila Sésamo já abordou outros temas, muitas vezes com novos personagens. Por exemplo, Zari, menina de seis anos, apareceu no ano passado como a primeira muppet afegã. Desenvolver a Júlia e todos os outros componentes dessa campanha exigiu anos de consultas com organizações, especialistas e famílias que fazem parte da comunidade de autismo, segundo Jeanette Betancourt, vice-presidente sênior de Impacto Social nos EUA da Sesame Workshop. Embora Julia represente toda a gama de crianças do espectro, a intenção não é tipificar cada uma delas: “Assim como vemos todas as crianças como seres singulares, devemos fazer o mesmo quando olhamos para crianças com autismo”, afirma Jeanette.

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